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RUBRICA DA TVI “COISAS DE COMER” ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

Este ano com o tema Património e Paisagem Rural, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi assinalado, no passado dia 18 de abril, com a vinda do jornalista Paulo Salvador para as gravações da sua nova rubrica da TVI denominada “Coisas de Comer”, dedicada à gastronomia e aos prazeres da mesa, que vai desde histórias do forno comunitário aos restaurantes de luxo.


A estreia da rubrica “Coisas de Comer: Fomos a Terras de Padeiras” foi gravada no Forno Comunitário de Sangemil, onde o jornalista começou literalmente por pôr a mão na massa, na tentativa de aprender as técnicas para um bom pão em forno de lenha.

Como forma de fazer jus ao nosso património gastronómico e imaterial que tanto caracterizam os costumes da quadra Pascal no nosso concelho, foram dados a conhecer os pratos tradicionais da sexta-feira Santa por Terras de Penalva do Castelo, nomeadamente as enguias de escabeche e polvo grelhado, acompanhados com a batata à racha, sem não antes, como entrada, se ter servido o delicioso pão de trigo cozido no forno a lenha, regado com azeite e salpicado com umas pedras de sal. A acompanhar a refeição, esteve o afamado néctar da região, o vinho Dão de Penalva, num enquadramento granítico tão característico da nossa paisagem rural.

O programa teve início num idílico cenário natural, o corredor dos buchos, do Solar da Casa da Ínsua (Séc. XVIII), passando por Sangemil e o seu Forno Comunitário, terminando na Procissão das velas.

Nesta rubrica, exibida no Jornal da Uma da TVI na sexta-feira Santa, foi dado realce às tradições e práticas gastronómicas rurais da quadra Pascal que ainda se mantêm até aos dias de hoje, com a mesma arte de bem-fazer ancestral, que resulta num sabor tão genuíno e que faz recuar no tempo e reviver memórias longínquas da época dos nossos avós. Foi ainda possível acompanhar todo o processo da feitura de outra das iguarias desta quadra, os tão conhecidos bolos de azeite, desde o amassar, fintar, aquecer o forno, até à saída do forno a lenha.

Paralelamente, foi enaltecido o trabalho realizado pelas padeiras, que só é possível com o seu saber-fazer passado de geração em geração.

A rubrica revelou ainda uma das manifestações religiosas e emblemáticas do Concelho – a tradicional Procissão das Velas, realizada na quinta e sexta-feira Santa, momento muito vivenciado pelas gentes locais e visitantes.

No seguimento desta vinda a Terras de Penalva, foi ainda feita uma gravação num ambiente de rara beleza natural e rural, na Matela Velha, ao processo artesanal de feitura do requeijão que preserva, até aos dias de hoje, a sua tipicidade e genuinidade. Esta gravação teve como objetivo principal dar a conhecer outra das tradições de Penalva do Castelo - beber café misturado com requeijão que, segundo as pessoas mais antigas, se usava para substituir o leite, uma vez que este era aproveitado para fazer o queijo. Esta reportagem será exibida em data a divulgar posteriormente.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) a 18 de abril de 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização. Celebrando o património nacional, comemora também a solidariedade internacional em torno do conhecimento, da salvaguarda e da valorização do património em todo o mundo.

Sob o tema Património e Paisagem Rural, a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), em colaboração com o ICOMOS Portugal, impulsionou a divulgação deste tema com a finalidade de promover o entendimento das zonas rurais enquanto paisagem, e da paisagem enquanto património, estimulando a perceção de territórios em permanente mutação, que acumulam os saberes e as práticas decorrentes de uma vivência continuada, em constante adaptação aos imperativos ambientais, culturais, sociais, políticos e económicos. A consciência da fragilidade e mutabilidade destes recursos, da sua consequente necessidade de conservação e salvaguarda, e da ligação intrínseca entre património, paisagem rural e desenvolvimento sustentável cria assim oportunidades para sensibilizar comunidades e públicos, para reforçar laços identitários e para criar perspetivas de futuro, alicerçadas no reconhecimento da importância da cultura e do património enquanto elementos aglutinadores das comunidades.

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